O gato roxo de olhos amarelos que ajudou estudantes da rede pública de São Paulo a usar IA com autonomia voltou. Agora como um laboratório aberto para entender e desenhar como a IA pode ajudar adolescentes a crescer.


Ele mostrou caminhos de IA que a gente nem sonhava, antes de todo mundo ver o que ia acontecer.
A Questione nasceu em março de 2023, na zona sul de São Paulo. Foi lá que quatro pessoas deram alma a um modelo de linguagem: o Morf, ilustrado e animado pela artista Giovanna Pichelli para ajudar estudantes da rede pública a estudar.
O ChatGPT respondia perguntas. O Morf tinha personalidade: informal, bem-humorado, entusiasmado e empático. Era um guia de aprendizado com regras claras sobre uso autônomo de IA. Os jovens criaram vínculo com ele e aprendiam enquanto se divertiam.
Também percebemos uma coisa importante: eles levavam ao Morf desafios pessoais que pediam ajuda de verdade, não só dúvidas de química.
Depois de dois anos, bancado com recursos próprios, o app parou por falta de financiamento. O Morf saiu de cena, mas não foi o fim. Foi o primeiro de uma nova linhagem.
Personagem, personalidade e app construídos em poucos meses.
Palestras gratuitas sobre uso consciente de IA na rede estadual de SP.
Retenção alta, comunidade de estudantes e pedidos de apoio emocional.
Sem financiamento, o app para. A tese continua.
Volta como produto de pesquisa aberta sobre IA e adolescência.
O uso é seu.
A decisão é sua.
Ter autonomia com IA é não entregar a decisão para a máquina. A IA traz a informação que você precisa para agir ou decidir. Quem age e decide é você. Grande parte do uso seguro cabe nessa ideia.
O Morf devolve a pergunta. Questione vem de questionar, e a curiosidade é a única educação que funciona de verdade.
Ele mostra os caminhos e as consequências de cada um. A escolha fica sempre com você. O Morf não terceiriza o seu pensamento.
O Morf tem limites e não substitui ninguém. Quando o assunto pesa, ele ajuda a encontrar um adulto de confiança ou um serviço profissional.
Escolha uma mensagem e veja como o Morf reage. Os estados (ouvindo, pensando, falando, aguardando) usam as ilustrações originais do app.


O Morf v1 funcionou dentro de escolas públicas, com estudantes reais de 14 a 18 anos. Esta é a base da nova versão.
Registros das palestras gratuitas feitas em escolas estaduais de São Paulo entre fevereiro e abril de 2024.
Fontes: métricas do app Morf 2024 (pitch Questione, ago/2024) · formulário Morf Lovers, ~128 respostas de 5 escolas estaduais de SP, fev–abr/2024.
Com um personagem, os jovens voltaram mais e se abriram mais do que com um chatbot genérico. Esse vínculo é uma força, e por isso precisa de cuidado.
Eles chegavam por causa da matemática e ficavam para falar de carreira, autoestima e relacionamentos. A fronteira entre tutor e confidente é real.
Conversar primeiro sobre uso consciente de IA, e só depois apresentar o Morf, foi o melhor primeiro contato. Custo de aquisição: cerca de US$ 0,65 por estudante.
“Gostei da maneira como a IA responde. É algo mais humano.”
estudante · 2º ano · rede estadual SP“A IA contribui para o aprendizado, não só copiar e colar.”
estudante · 3º ano · rede estadual SP“Agora posso conversar com alguém sobre vários assuntos.”
estudante · 1º ano · rede estadual SPA v2 foi desenhada para adolescentes de 13 a 17 anos. O ponto de partida é o que a v1 ensinou, e a pergunta central é: a IA está fortalecendo o desenvolvimento deles ou tomando o lugar dele?
O Morf ajuda a nomear emoções e a construir resiliência, sem se passar por terapeuta.
O Morf empurra o jovem de volta para as pessoas: amigos, família, professores. Ele não quer ser o único com quem o jovem conversa.
Ensina a usar IA como ferramenta de pensamento, e não como atalho.
Proteção de dados e segurança pensadas desde a arquitetura, e não coladas depois.
Adolescentes brasileiros de escola pública quase não aparecem na pesquisa sobre IA. Nós temos o produto, o acesso às escolas e a confiança dos jovens. O Morf Lab junta tudo isso a pesquisadores independentes para produzir evidências que sirvam a quem desenha produtos e políticas públicas.
Uma IA com personalidade e método socrático aumenta a autonomia do adolescente ou aumenta a dependência?
Quais padrões de uso (estudo, carreira, desabafo) estão ligados a mais bem-estar e a mais conexão social?
Os efeitos mudam conforme a idade (13–14 × 15–17), o gênero e o contexto socioeconômico?
Quais escolhas de design reduzem riscos sem tirar o valor da ferramenta? Por exemplo: encaminhamento para adultos, limites de tempo e letramento em IA.
Junta desenvolvimento de apps, gestão de projetos e empreendedorismo em educação. Bancou a v1 com as próprias economias.
Educador e palestrante. A “régua alta” que deu profundidade ao Morf: personalidade, direção artística e de código.
A artista por trás da ilustração e da animação do Morf. Criá-lo foi um ato de pura rebeldia.
O pianista do teclado: construiu o app Morf em poucos meses e usa LLMs para acelerar o aprendizado desde 2023.
Com Isaque Viana, que deu ao Morf a cultura do jovem, e Isa, Mari e Alanis, que mostraram o Morf para o mundo. E com cada Morf Lover das escolas estaduais Bernadete Godoi, Nair Olegário Cajueiro, Leda Guimarães Natal, Irmã Charlita e Giulio David Leone.
Universidades e centros de pesquisa em desenvolvimento adolescente, psicologia, saúde pública ou IHC que queiram liderar ou coliderar o Morf Lab.
Falar com a gente → escolasPalestra gratuita sobre uso consciente de IA e participação no piloto, com consentimento das famílias.
Quero na minha escola → financiadoresFundações, programas de pesquisa e marcas de impacto que queiram financiar IA segura e gratuita para jovens.
Conversar sobre apoio → jovens & famíliasEntre para a lista de espera e para o Conselho Jovem que vai ajudar a desenhar o novo Morf.
Entrar na lista →
A educação não é sobre o que aprender. É sobre como aprender. E tudo começa com uma pergunta.
Fazer parte →